Todos os problemas do mundo

Tem gente que tem vontade de resolver os problemas do mundo, ou pelo menos os problemas do nosso país, pois acredita que aqui ainda seja um lugar bom para se viver e morrer. Tem gente que não está nem aí pra isso e só liga para os seus problemas, do seu mundo. E também tem aqueles que aparentemente não dão importância nem pra uma coisa nem pra outra, vivem conforme o ritmo da música que a vida vai mostrando e ensinando como dançar.

Não importa em qual grupo você esteja, talvez existam grupos que eu nem tenha colocado. Não importa. Sempre estaremos rodeados de problemas, nossos, de amigos, colegas e do mundo. Por mais que algumas pessoas se preocupem menos que outras, todas estarão vivendo a mercê de tentar resolver a quantidade real e imaginária de problemas que temos à nossa volta, consciente ou inconscientemente. Ninguém gosta de viver mal, então a gente tende a passar grande parte da vida ao menos tentando resolver… problemas. E quando você consegue resolver um deles, pode ser que mal você respira, mal você toma um fôlego, mal você comemora e quando se dá conta já está lá tentando de todas as formas resolver outro pepino. Pode ser não né, no mundo que a gente vive é constantemente isso que acontece. Ou pode ser que não, pode ser que à medida que um problema é resolvido, você reserva um tempo para comemorar e de se auto reconhecer, afinal, você merece. Ou até quem sabe faça uma viagem pra esquecer de todos os outros milhões de problemas (ah, que dera se a cada problema resolvido fosse regra fazer uma trip!).

É como se olhássemos uma parede toda cheia de buracos, incontáveis imperfeições, e quiséssemos rebocar toda ela a qualquer custo, leve o tempo que demorar, gere o desgaste que for. Se essa parede é do tamanho daquelas de apartamento, por exemplo, ok, a gente consegue dar conta e talvez perceba depois que nos preocupamos demais para pouca coisa. Mas, e se essa parede for do tamanho do estádio do Maracanã e você estivesse sozinho para fazer todo o serviço? Uma vida inteira é suficiente para só viver de problemas que no fundo você sabe que nem todos serão resolvidos e outros com certeza são frutos da sua cabeça? E aí se vai uma vida, literalmente, e que por algum acaso é a única que temos.

De que adianta querer resolver todos os problemas do mundo? De que adianta querer resolver todos os problemas do seu bairro? De que adianta querer resolver todos os problemas da sua vida? Cada vez que um é resolvido, na nossa percepção mais dez aparecem. Além disso, é inevitável necessitar da ajuda de outras pessoas, afinal, quantos assuntos não conseguimos resolver sozinhos, não é mesmo? É bom quando a gente se esforça e dá nosso melhor naquilo que acreditamos e achamos que é essencial. Peneirar problemas reserva mais vida para vivenciar momentos de felicidade, de otimismo. Vale a pena parar e avaliar não só quantos dos problemas que achamos que temos realmente são reais e dignos do nosso esforço, mas também se permitir em não se cobrar tanto por assuntos mal ou não resolvidos, que dependem muito além do nosso simples esforço e tempo, mas que dependendo da percepção, talvez nem seja um problema de verdade. Até porque ninguém nasceu para ter essa missão como propósito de Vida.

“Você está onde estão seus pensamentos. Cuide para que estejam onde você quer.”

Por Luana Lie, Coach de Alta Performance | www.luanalie.com.br

 

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