Medo de quê?

Quantas vezes por dia reprimimos nossas vontades por pensar demais? Quantas vezes por dia pensamos no “E se…” e desistimos de algo ou alguém por medo de dar errado e nos frustrarmos? Quantas vezes por dia deixamos de fazer ou falar porque nos preocupamos demais com a repressão alheia? Quantas vezes por dia perdemos a oportunidade de nos fazer feliz? Quantas vezes?

Quando se gosta de alguém, por exemplo, ou você tenta conquistar ou você morre sem ter tentado. Se você é do tipo que tenta, todas suas atitudes serão totalmente vindas de dentro de você, do seu emocional. Você vai fazer aquilo que tiver vontade. Mas, e se não der certo? Calma, como dizem por aí, se você cair do chão não passa, ou, o máximo que pode acontecer é levar um não. E você vai morrer por isso? Óbvio que não. No máximo vão ter dias de xororô, mas depois a gente se levanta. E o melhor de tudo é sentir a sensação de que você fez de tudo, de que se não deu certo é porque culpa sua não foi, apenas não era para ser. Nada mais gostoso do que não ter um diabinho te dizendo “E se eu tivesse feito isso ou aquilo, não seria diferente?”.

Deixamos de conhecer muitas pessoas porque estamos super concentrados no Candy Crush ou no Pokemon Go. Deixamos de conhecer histórias e se identificar com gente porque só nos levantamos do nosso assento de trabalho para buscar uma água bem rápido e por isso não falamos nada enquanto você enche sua garrafinha e o outro espera sua vez. Assim, mudos. Afinal, finalizar aquele job pra ontem é bem mais importante.

Hoje é muito comum alguém comentar que fulano teve sucesso e está feliz porque largou o emprego convencional para arriscar naquele projeto que ele acreditava e que vinha se dedicando nos últimos tempos. Esse alguém que comenta geralmente se pergunta e pergunta aos outros como é possível ter tanta coragem para largar o modelo convencional capitalista, ser muito mais bem sucedido do que no trabalho tradicional, ser feliz com o que se faz e ter grana apenas como consequência de todo esse esforço feliz. No final do papo, provavelmente fica aquela vontade passageira de se fazer o mesmo, o de tentar seu próprio caminho para achar a satisfação e felicidade que todos tanto procuram, mas no final esse alguém conclui que o medo de perder aquilo que já é certo é maior do que qualquer vontade de ser feliz de verdade.

Nossa mente tem o poder de montar centenas de hipóteses e possibilidades, boas ou não. O poder da mente é tão forte que se estamos com dor de cabeça e alguém nos oferece um remédio de farinha, a dor de cabeça pode sim passar. Então, dependendo como cada um reage ao que se pensa, você é impulsionado para frente ou para trás. Aqueles que são puxados para trás, sempre terão receio de realizar pequenas mudanças no seu dia a dia, sempre farão todos os dias serem iguais. E tem gente que é feliz desse jeito. Bom para elas. Outras não são, mas tentam ser. Chegarão aos 80 com a sensação estranha do vazio. Já aqueles que são puxados para frente, vivem soltos, tem menos medo de errar, de arriscar, seus dias são ímpares, mais vividos, às vezes são dias com mais erros do que acertos, o que é normal e agrega na vida, recheando-a de experiências e aprendizados. São humanos tentando achar seu caminho. E às vezes os caminhos podem ser vários, não tem problema. Sou da opinião de que ninguém nasceu para fazer a mesma coisa até morrer. A vida é cheia de experiências e curta demais para experimentarmos tão pouco. E quem tenta, tem mais chances de errar e acertar, e com certeza terão a oportunidade de viver as vidas que lhes fazem bem, sejam elas quais forem.

Por Luana Lie, Coach de Alta Performance | www.luanalie.com.br

 

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